Mobilização nacional dos portuários dá início a diálogo com governo: é só o começo

Portuário negociação ministroNa manhã desta sexta-feira (22), os companheiros Sérgio Nobre (secretário Geral da CUT) e Eduardo Guterra (presidente da Presidente da Federação Nacional dos Portuários e membro da Executiva Nacional da CUT) reuniram-se com representantes do governo federal para cobrar uma resposta aos trabalhadores portuários. A categoria cruzou os braços hoje para protestar contra a Medida Provisória 595/2012, que trata da reestruturação dos portos.

Mais uma vez, a classe trabalhadora mobilizada conquistou um canal de negociação que não existia até o momento. O objetivo principal da CUT e de suas entidades é garantir direitos aos trabalhadores do setor. A seguir, discutir o futuro dos portos públicos. O essencial é fazer os gestores, sejam eles públicos ou privados, entenderem que sem diálogo ninguém avança.

Confira abaixo matéria publicada no site da CUT.

Mobilização nacional dos portuários termina em conquista

Escrito por Luiz Carvalho

Representantes da CUT, de outras centrais e de organizações ligadas aos portuários reuniram-se em Brasília na manhã desta sexta-feira (22) com o ministro da secretaria dos Portos, Leônidas Cristino, representantes da secretaria Geral da Presidência da República e do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) para cobrar uma resposta à categoria que está mobilizada contra a Medida Provisória 595/2012,que trata da reestruturação dos portos.

Diante da pressão, o governo aceitou estabelecer uma mesa de negociação para discutir dois eixos: a situação e o direito dos trabalhadores, incluindo o direito à representação sindical; e a equidade de competição entre portos públicos e privados.

Cerca de 30 mil trabalhadores paralisaram também nesta sexta a operação em portos de todo o país para cobrar maior transparência e diálogo em torno do novo marco regulatório do setor.

Para as entidades, a MP 595 esvazia a função das autoridades portuárias e diminui as garantias de proteção aos trabalhadores. Além disso, libera para terminais privados, fora da área do porto organizado, a movimentação de cargas de terceiros.

Presente no encontro, o secretário Geral da CUT, Sérgio Nobre, destaca que as entidades sindicais comprometeram-se a suspender as greves até o dia 15 de março, prazo final para o acordo.

Em contrapartida, o governo comprometeu-se a não emitir nenhum decreto sobre o tema dos portos, a não fazer nenhuma licitação e não acelerar a negociação no Legislativo sobre a MP. De acordo com o dirigente, o governo garantiu que não haverá nenhum decreto ou votação surpresa.

“O primeiro e principal passo foi a abertura da negociação, conforme a CUT cobrava e que ainda não existia. Queremos sair desse processo com todos os direitos dos trabalhadores assegurados e, a seguir, vamos discutir o futuro dos portos públicos”, comentou Nobre.

Presidente da Federação Nacional dos Portuários e membro da Executiva Nacional da CUT, Eduardo Gueterra, elogiou a criação da Mesa Nacional de Negociação com possibilidade de alterar pontos da MP dos Portos que são de interesse dos trabalhadores e do Brasil.

Segundo Gueterra, os trabalhadores estão de parabéns. O mérito é da luta dos trabalhadores. “Foi a unidade dos trabalhadores que garantiu a assinatura deste acordo inédito. Em geral, ressaltou o dirigente, “as MPs são aprovadas com rapidez e do jeito que o governo quer”.

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por vagnerfreitascut

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