A quem interessa acabar com a Política de Conteúdo Local?

Neoliberais criticam uma das políticas que mais gerou emprego e renda nos últimos anos

Um dos maiores acertos na política industrial da última década, a Política de Conteúdo Local (PCL), começa a sofrer ataques na mídia entreguista, que questiona sua viabilidade econômica e propõe o seu fim.

Matéria do jornal Valor Econômico de ontem (clique aqui para ler)  diz que essa política estaria “prejudicando” a Petrobrás.

Motivo: os valores pagos por navios-plataforma e demais equipamentos feito no Brasil são mais caros do que os feitos por empresas estrangeiras. A reportagem se baseia em relatório do TCU.

O que o jornal não diz é que nos anos 1980 e 1990 o Brasil passou por um completo desmonte da indústria naval e chegou ao fundo do poço em 2000, com apenas 1,9 mil funcionários. Quando o ex-presidente Lula decidiu investir no setor  foram gerados, até 2013, um total de 71 mil empregos. E são empregos de qualidade, com carteira assinada e bons salários e, consequentemente, arrecadação de mais impostos para investir em políticas públicas.

No governo FHC, os empregos não eram gerados no Brasil e, sim,  em Cingapura, onde ele comprava navios.

O jornal também não diz que a reconstrução de um setor industrial que envolve tecnologia de ponta e larga escala de produção é demorada, pois são necessários investimentos (todos de longo prazo) e formação de pessoal técnico com alto nível de capacitação.

Outra questão que o Valor ignorou foi o impacto na cadeia produtiva.  Ao decidir incentivar a Política de Conteúdo Local Lula pensou na  cadeia produtiva da indústria nacional, e não apenas na indústria naval.  Com isso, reativou desde empresas fornecedoras de equipamentos e máquinas até transportes e serviços, entre outras indústrias.

O que está em jogo é o tipo de país que queremos. São duas as alternativas: 1) Ser apenas um exportador de commodities, que sempre depende do bom humor dos preços do mercado internacional; ou, 2) incentivar cada vez mais a Política de Conteúdo Local como centro de uma política industrial que priorize a geração de empregos com qualidade aqui no Brasil. Isso é  desenvolvimento tecnológico nacional. Isso é pensar na soberania nacional. Isso é pensar na geração de emprego e renda para os/as brasileiros/as.

Esse tipo de critica que o jornal fez é típico de neoliberais que não têm compromisso com a inclusão e a justiça social, com a qualidade de vida. São apenas mercenários a serviço dos estrangeiros.

 

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por vagnerfreitascut

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