Nenhum direito a menos
Depois de três dias participando de atos contra o golpe e em defesa da democracia e dos direitos sociais e trabalhistas, organizadas pela CUT, CTB, MST, PT, PC do B e entidades que formam a Frente Brasil Popular em Pernambuco e na Bahia, o ex-presidente Lula decidiu rodar o Brasil inteiro construindo a resistência com a classe trabalhadora.
O estímulo para participar das caravanas foi dado por trabalhadores e trabalhadoras do campo e da cidade que vivem em Juazeiro, na Bahia, em Petrolina, Carpina, Caruaru e Recife, em Pernambuco e estão absolutamente determinados e lutar até o fim contra o golpe e em defesa da democracia e dos direitos. 
Pernambuco realizou as maiores manifestações em defesa da democracia, contra o Temer pela volta de Dilma e foi o primeiro Estado a organizar a “Caravana Pela Democracia, Contra o Golpe – Nenhum Direito a Menos”, que rodou várias cidades do Estado entre os dias 4 e 13 de julho.
A direita brasileira não esperava essa demonstração de garra, de determinação e disposição de luta. Achou que ia dar o golpe e que os movimentos social e sindical ficariam paralisados, olhando os golpistas reacionários cassarem o mandato da presidenta Dilma, legitimamente eleita por mais de 54 milhões de brasileiros, e enfiar goela abaixo da classe trabalhadora uma pauta de retirada de direitos trabalhistas, previdenciários e sociais.
Levaram um susto quando levamos milhões de jovens, mulheres, trabalhadores e trabalhadoras, jovens, artistas, acadêmicos e todos que defendem a democracia para as ruas. Acharam que nos estávamos derrotados e que as manifestações terminaram rapidamente. Erraram novamente. Fizeram o que nos mais precisávamos para mobilizar os trabalhadores e a sociedade em geral quando nos provocam com o golpe e a pauta do retrocesso, da retirada de direitos.
Não ao retrocesso, não à retirada de direitos
Estamos e vamos continuar ocupando as ruas para a brigar por nossos direitos e pela democracia e para derrotar todos os golpistas do Brasil.
Nossa luta é pela construção de políticas públicas, de mudança na política econômica para estimular a geração de empregos e renda e garantir a dignidade do povo e da classe trabalhadora. Vamos construir um processo ainda maior de resistência. Vamos colocar a direita golpista ficar de joelhos quando fizermos uma greve geral para impedir a retirada de direitos.
