Temer quer tirar direitos do trabalhador para aumentar lucro do patrão

Temer tem pressa em atacar direitos dos trabalhadores

O governo do interino e golpista Michel Temer pode ter um mandato curto, mas arrasador para a classe trabalhadora. Ele tem pressa e seu objetivo é absolutamente claro, quer tirar direitos dos trabalhadores e das trabalhadoras para beneficiar os patrões com mais lucros e poucas responsabilidades com os empregados.


Nesta quinta, o ministro interino e golpista do Trabalho, Ronaldo Nogueira, disse em um sindicato de São Paulo que, ainda este ano, o governo vai enviar para o Congresso Nacional o que eles chamam de propostas de atualização da CLT. O correto seria dizer que vão mandar propostas de retirada de direitos duramente conquistados e garantidos pela legislação trabalhista brasileira.

Observe os termos que o interino usa em sua fala. Ele diz, por exemplo, que a ideia é “prestigiar” a negociação coletiva. Prestigiar, nesse caso, significa flexibilizar jornada, reduzir o salário e outras maldades mais. Como diz a matéria no Portal da CUT, se continuar nesse ritmo, “com o tempo, os direitos trabalhistas vão acabar. A carteira de trabalho vai ser peça de museu”.

Prestigiar a negociação coletiva é, ainda, dar poder ao patrão para pressionar, ameaçar o trabalhador de demissão, caso este não concorde, por exemplo, com um salário menor, com menos dias de férias, com corte brusco no tempo que tem para almoçar. Como disse um diretor da FIESP, o trabalhador bem que poderia comer com uma mão e com a outra operar uma máquina. É esse o sonho deles, a volta ao período escravocrata.

Aviso ao ministro interino, terceirização mata

 

A terceirização é outra obsessão dos golpistas. Para eles, terceirizar é “modernizar” as relações de trabalho. Balela. Terceirizar é cortar custos dos empresários e quem pagará o pato é o trabalhador, que ganhará menos e terá péssimas condições de trabalho.

terceirizado-escraviza, mutila e mataSabe como eles cortam os custos? Demitindo trabalhadores contratados diretamente pelas empresas e contratando via empresas de terceirização que pagam menos, cortam ou reduzem o valor de benefícios, como o valor do tíquete refeição, não fornecem equipamentos de segurança ou fornecem equipamentos inadequados o que contribui para aumentar o número de acidentes e mortes entre os terceirizados. Só na Petrobrás, entre 2005 e 2013, o número de terceirizados cresceu 2,3 vezes e o de acidentes de trabalho cresceu 12,9 vezes. Entre os trabalhadores contratados diretamente pela Estatal, 14 morreram nesses acidentes. O número de terceirizados mortos nesse período foi de 85.

E o trabalhador ainda convive com o risco de calote das empresas terceirizadas, que somem sem pagar sequer os dias trabalhados. Muitas não depositam FGTS nem INSS e deixam o trabalhador numa situação desesperadora.

O trabalhador tem de ficar atento, mobilizado, procurar seu sindicato para saber que ações estão sendo organizadas para pressionar os deputados e senadores a não aprovar medidas como essas.

Desconfie de todo patrão e parlamentar que falar que a CLT tem de ser modernizada. Modernizar para os reacionários – empresários e políticos -, é diminuir seus direitos, é dar garantias jurídicas ao patronato de que o trabalhador não vai poder nem ir a Justiça Trabalhista reclamar.

 

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