Temer quer desmontar Educação pública

Medidas de golpistas representam retrocesso de 500 anos

Para os golpistas, estudar no exterior é um privilégio dos mais abastados, dos que tiveram a sorte de nascer em berços de ouro. É isso que prova a decisão de Mendonça Filho, o ministro interino da Educação – aquele que teve 15 minutos de fama  por pedir sugestão para a área para Alexandre Frota, o ator de filme pornô -, de acabar com o Programa Ciência sem Fronteiras para estudantes de graduação.

O projeto de Temer e seus parceiros do golpe é fazer o Brasil retroceder mais 500 anos, voltar à época da exclusão social e dos privilégios para poucos. O país onde só quem tem dinheiro tem acesso à educação de qualidade, tem direito de investir na formação pessoal altamente qualificada, acesso a pesquisadores e as melhores instituições de ensino do exterior.

Em 2015, mais de 35 mil bolsistas foram para o exterior estudar. Muitos já voltaram e, na bagagem, trouxeram  conhecimentos valiosos para nosso país. Isso só foi possível por causa do Ciências Sem Fronteiras que Mendonça quer destruir. 

Não podemos permitir que os golpistas enterrem um programa que representa tanto para o Brasil e para os brasileiros.  Não podemos esquecer que o ataque ao Ciências sem Fronteiras é mais uma ação dos golpistas no sentido de desmantelar tudo que foi feito nos últimos treze anos para melhorar e aumentar o acesso à educação no país. Os golpistas, que representam única e exclusivamente a elite brasileira, querem manter pobres e classe média baixa lhes servindo, sendo explorados, de cabeça baixa, sem opções de ascensão social, de uma vida melhor. 

É por isso que todo dia tem um ataque novo na área da educação. Entre outros absurdos anunciados via mídia, tem ataques ao ensino público superior gratuito que, segundo editorial do jornal O Globo, já passou da hora de cobrar mensalidades;  o projeto chamado “escola sem partido”, que nada mais é que transformação a educação num centro de adestramento onde as pessoas não aprenderão a pensar livremente, a exigir seus direitos, a questionar e a lutar por uma qualidade de vida melhor, por melhores condições de trabalho e de vida. Sem contar o corte de 90 mil bolsas do FIES, programa que ajuda os jovens a financiar os seus estudos.

A defesa da educação pública, gratuita e de qualidade, é uma tarefa importantíssima para toda sociedade. É impossível se construir um país com mais oportunidades, empregos e qualidade de vida para todos e todas sem investimentos pesados na educação, como Lula fez e Dilma vinha fazendo até ser afastada, mas que vai voltar a fazer quando o Senado acabar com o golpe.

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