Desemprego, um drama econômico e social ignorado pelo governo golpista

 

Combate ao desemprego tem de ser prioridade, até mesmo dos interinos

A Mercedes-Benz comunicou os trabalhadores esta semana que vai demitir parte de seu efetivo na fábrica de São Bernardo do Campo, no ABC paulista. A empresa alega ter 1.870 funcionários ociosos. Os metalúrgicos estão se mobilização para impedir as demissões.

mercedes

 

Essa é uma das piores noticias que um trabalhador pode receber e está ficando comum no Brasil. O desemprego, segundo matéria da Folha já está atingindo chefes de família que, por terem vínculos mais longos no emprego, salários maiores e mais experiência, começam a ser demitidos quando a crise atinge um nível mais elevado. A taxa de desemprego dos chefes de família subiu 72%, de 3,53% dos trabalhadores no início da recessão, em meados de 2014, para 6,07% no primeiro trimestre de 2016.

Em junho, foram fechadas no país 91.032 postos de trabalho formal, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgados no dia 27 pelo Ministério do Trabalho. O resultado mantém a tendência de mais demissões que contratações no mercado de trabalho, em um volume acima das expectativas mais pessimistas, que eram de 85 mil vagas fechadas.

A taxa de desemprego não para de subir – e ainda nem chegamos no fundo do poço, mas estamos perto – e o governo do interino golpista Michel Temer não tem sequer uma proposta para enfrentar o problema. Não há uma única medida  que priorize a geração de emprego e renda sendo discutida, via mídia, como eles veem fazendo com as propostas de reforma da previdência e da legislação trabalhista, ambas com o objetivo de tirar direitos.

A classe trabalhadora não é prioridade dos golpistas. Eles sequer percebem que o desemprego desestabiliza as famílias, atinge a autoestima e deprime os trabalhadores. Apesar do drama econômico e social que representa, o desemprego não preocupa os golpistas.

Estamos apenas no meio de uma recessão que atinge principalmente os mais vulneráveis. E como vamos superar essa crise? O objetivo central da política econômica não deve ser o ajuste fiscal e a retirada de direitos, mas sim a retomada de investimentos, o crescimento econômico e a geração de empregos.

 

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