Inflação atinge famílias mais pobres, brasileiros ignorados pelo interino

Temer está esperando o quê para agir, que o povo morra de fome?

A “carestia”, como nossos pais e avós se referiam ao custo de vida, ou a escalada da inflação, como dizem os economistas, está corroendo o orçamento das famílias mais pobres do Brasil. Os salários acabam antes do fim do mês. É preciso cortar gastos. É preciso comprar menos comida nos supermercados. É isso mesmo, os alimentos estão corroendo os salários e as famílias estão cortando produtos básicos.

Enquanto isso, lá em Brasília, a equipe econômica liderada pelo interino golpista Michel Temer, está obcecada em tirar direitos dos trabalhadores. Essa gente, realmente, não entende nada de povo, dos sacrifícios que fazemos para sobreviver com dignidade.

Estava lendo o levantamento feito pelo Dieese na cidade de São Paulo e fiquei, novamente, espantado com os preços. Só no mês de julho, o quilo do feijão carioquinha aumentou 22,62% e o leite in natura 11,38%. Os técnicos disseram que a inflação média do município já acumula alta de 4,94% este ano. Só os alimentos já subiram 8,05% – quase o dobro da média.

Clique aqui e veja os dados do Dieese.

E para a notícia ser ainda pior, mais desanimadora do que a seleção masculina de futebol em campo nessa Olimpíada, esse é o terceiro mês seguido que os aumentos afetam mais as famílias mais pobres, justamente as que usam a maior parte da renda para comprar alimentos. Já as que têm mais dinheiro no banco, como sempre, foram as menos afetadas.

Os dados impressionam quem se preocupa com o bem-estar da classe trabalhadora, em especial dos que ganham menos. Vejam isso: os preços dos alimentos subiram 3 vezes mais do que a inflação média dos mais pobres (1,52%). Entre agosto de 2015 e julho de 2016, a inflação das famílias mais pobres foi de 9% e 13,68% para os alimentos.

O que o governo interino está esperando para agir, que o povo pare de comer, morra de fome? É preciso se mexer, parar de fazer só política partidária e agir para que essa situação não se agrave mais ainda. É preciso investir mais na agricultura familiar, liberar mais recursos para financiamento das lavouras. Os impostos, principalmente ICMS de produtos básicos, devem ser reduzidos e os estoques devem ser mais bem geridos para evitar essa alta absurda do custo de vida da classe trabalhadora.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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