Contra retirada de direitos, movimento sindical realiza ato em todo o país no dia 16

Nesta sexta, 12, em entrevista ao Valor, presidente interino, o vice Michel Temer, disse que sua proposta de reforma da Previdência será uma “luta feroz a ser enfrentada”. Pela primeira vez, o golpista caiu na real: vai ser uma luta feroz mesmo. A classe trabalhadora não vai ficar de braços cruzados enquanto ele tenta pagar a fatura do golpe aos empresários tirando direitos duramente conquistados.

 E a luta começa a ficar mais forte ainda nesta terça-feira, 16, quando  CUT, CTB, CSP, CGTB, Força Sindical, Intersindical, NCST e UGT realizam o Dia Nacional de Mobilização e Luta por Emprego e Garantia de Direitos, que terá paralisações nos locais de trabalho – bancos, fábricas etc – de uma, duas horas ou a manhã inteira, e atos em frente às sedes das principais federações patronais em todas as capitais do Brasil.

Em São Paulo, o ato será em frente à sede da Fiesp, que fica na Avenida Paulista, 1313, a partir das 10h. Depois, os/as trabalhadores/as seguirão em passeata até o escritório da Presidência da República – Avenida Paulista, 2163.

Não vamos pagar o pato

direitosUm dos maiores desafios do movimento sindical brasileiro hoje é defender os direitos da classe trabalhadora, que estão sendo atacados pelo Congresso Nacional e pelo governo federal, que mesmo na interinidade ameaça conquistas históricas, e impedir que milhares de trabalhadores sejam demitidos.

A ampliação da terceirização que explora, mutila e mata; a flexibilização de direitos trabalhistas e a reforma da Previdência Social são algumas das ameaças que o atual governo está tentando aprovar. Se não houver resistência, luta e muita pressão, podemos ter mais desemprego, o fim da CLT e da política de valorização do salário mínimo, além de aposentadoria só aos 70 anos.

É isso que empresários, como o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, e da CNI, Robson Andrade – aquele que falou em aumentar a jornada para 80 horas semanais – querem.

Os empresários financiaram o golpe de Estado e agora estão cobrando a conta. Acham que nós é que vamos pagar. Estão enganados. Esse pato não é nosso. E o Dia Nacional de Mobilização é um alerta ao governo e aos empresários. Saibam que vamos resistir, vamos lutar para impedir o aumento da exploração e a retirada de direitos. A mobilização do dia 16 é um dos passos dessa resistência rumo a uma greve geral.

Não vamos aceitar qualquer retrocesso nos direitos sociais nem tampouco trabalhistas, como a tentativa dos golpistas de implantar o negociado sob o legislado. Nesse caso, as relações entre empregado e patrão ditariam as regras que ficariam acima dos direitos garantidos pela CLT. Ou seja, eles querem rasgar a CLT.

Aceitamos o negociado sob o legislado, desde que seja negociado com o trabalhador mais do que está na CLT. Aceitamos desde que seja uma proposta melhor para o trabalhador, nada mais do que isso.

 

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por vagnerfreitascut

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