Farsa em Brasília: processo contra Dilma é uma mentira

Só a falta de vergonha na cara pode explicar essa encenação de um bando de acusados de crime reunidos para julgar uma mulher honesta e íntegra.

Como em uma comédia, o Senado iniciou esta semana o julgamento sumário da presidenta Dilma Rousseff.

Acusação: ela é impopular. Dizem, também, que ela “pedalou”. Ou seja, fez o que todos os prefeitos governadores e presidentes fizeram e fazem: transferiu para o ano seguinte o pagamento de algumas despesas.

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É isso mesmo, Dilma não cometeu nenhum crime, não tem contas no exterior nem foi acusada de corrupção, ela apenas não obteve nos últimos meses bons índices de popularidade. O julgamento é político!

 

 

Do lado dos julgadores, tem 81 senadores, desses, 24 são acusados ou suspeitos de práticas criminosas como corrupção, lavagem de dinheiro, formação de quadrilha, peculato, crimes eleitorais, de responsabilidade e contra a Lei de Licitações. Veja aqui.

O chefe desta turma é o vice-presidente Michel Temer, interino, golpista e traidor que conspirou para consolidar o golpe, que eles chamam de impeachment.

Semana da vergonha nacional

Como bem definiu o Lula ontem em Niterói, no ato pela democracia e contra o desemprego, “é a semana da vergonha nacional”.

Desde que começou o processo de impeachment, nenhum deputado ou senador conseguiu provar um crime sequer da Dilma. A maioria é tão descarada que nem se constrange quando afirma que é a favor do golpe porque ela não tinha popularidade alta ou porque a economia não está bem.

Ora essa, a crise econômica é um problema mundial. E a Câmara dos Deputados, sob a batuta do réu Eduardo Cunha, ex-presidente da Casa, impediu a aprovação de todas as medidas enviadas por Dilma para tentar aquecer a economia, gerar mais emprego e renda.

O Congresso paralisou o governo, se uniu à mídia, ao Judiciário e aos empresários – que queria um aumento de mais de 40% para os juízes do STF – e aos empresários que querem mais lucros e menos direitos para os trabalhadores, para consolidar um golpe parlamentar-midiático e jurídico.

Quem mais vai perder são os trabalhadores, as trabalhadoras, os brasileiros que dependem de políticas públicas para sobreviver com alguma dignidade, as propostas dos golpistas – aumento da idade mínima para aposentadoria, reforma da legislação trabalhista, terceirização e entrega do Pré-Sal e de terras brasileiras para grupos estrangeiros mostra o que está por trás desta guerra em Brasília.

A mobilização e a pressão dos trabalhadores e das trabalhadoras para impedir que todas essas desgraças aconteçam são fundamentais.

 

 

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