366 deputados aprovam PEC do desastre social e comemoram

Para mídia, vinte anos de congelamento de gastos com saúde e educação é uma vitória de Temer. Esquecem de dizer que se ele ganha, perdem o país e os/as brasileiros/as.

Enquanto os deputados aprovavam a PEC 241, também conhecida como PEC da maldade ou do desastre social eu assistia uma longa matéria no Jornal Nacional que, como outros jornais golpistas, não explicou absolutamente nada sobre o que significa essa aprovação para quem mais depende de políticas públicas para sobreviver com o minimo de dignidade. Também não questionaram o banquete milionário que Temer deu no domingo, as custas dos cofres públicos, ou seja com o dinheiro dos impostos que nós pagamos, para convencer a bancada conservadora e anti-democrática a aprovar essa perversidade.

Eles não falam que essa aprovação significa menos investimentos em saúde, em educação, em saneamento, menos professores, menos escolas, menos postos de saúde, menos médicos.

Eles não falam que a Câmara dos Deputados atropelou o regimento interno da Casa, as regras democráticas e até a Constituição para aprovar a PEC 241, que chamam PEC do Teto de Gastos, ou seja, que limita os investimentos públicos à inflação do ano anterior durante 20 anos. O gasto real será zero.

Isso é gravíssimo. Se a população cresce, os gastos também têm de aumentar, têm de estar de acordo com as receitas do governo, a capacidade de endividamento e as necessidades da sociedade. A redução dos investimentos tornará o Estado incapaz de prestar serviços públicos.

Como a CUT vem alertando nos últimos meses, o governo Temer está fazendo uma ampla e perversa reforma do estado brasileiro. A PEC 241 destrói as políticas publicas, reduz os investimentos em educação e saúde, privilegiando os interesses da iniciativa privada. É um desastre que vai acabar com as conquistas sociais e trabalhistas das últimas décadas, em especial dos últimos 13 anos.

Eles já aprovaram a mudança do regime do Pré-Sal, entregando nossas riquezas naturais para grupos multinacionais, agora acabam com programas como a política de valorização do salário mínimo, Mais Médicos, FIES, ProUNI e o desmantelam o SUS.

Eles não falam que essa PEC acaba com a política de valorização do salário mínimo e vai arrochar salários de servidores públicos e da iniciativa privada.

Eles não falam que os próximos passos serão o arrocho salarial e previdenciário. A reforma da Previdência, já anunciada pela mídia, vai piorar as regras e dificultar o acesso a aposentadoria, principalmente para os mais pobres, mulheres e trabalhadores/as rurais.

O que está em jogo mais uma vez são duas visões diferentes do papel do Estado, o da redução da participação do estado nos serviços públicos, para entregá-los à iniciativa privada e o de indutor do desenvolvimento, com geração de emprego e renda e justiça social, pelo qual lutamos desde a criação da nossa Central.

A CUT conclama seus militantes, sindicatos, federações e confederações a se organizar ainda mais e resistir a esse desmonte do Estado brasileiro. É fundamental também que todos saibam quem são os/as deputados/as que votaram contra seus direitos fundamentais. Clique aqui e guarde a lista dos que aprovaram a PEC da Morte. Cobre seu deputado no aeroporto, em casa, por e-mail, por WhatsApp. Não deixe que ele aprove essa perversidade na segunda votação.

 

 

 

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