Temer acabou com o salário mínimo

Contrato intermitente vai jogar milhões de trabalhadores de volta à  miséria, com salário de fome e sem poder sequer sonhar com o direito sagrado de se aposentar

Muita gente ainda não entendeu que o contrato de trabalho intermitente, aprovado pela reforma Trabalhista de Temer, que já está vem vigor, é a maior desgraça que pode ter acontecido à classe trabalhadora.

Ao contrário do que o governo e o Jornal Nacional tentam fazer você acreditar, o trabalhador intermitente não tem vantagens.

Ou você considera uma vantagem ter um contrato com uma empresa que só te chama para trabalhar dois ou três dias por semana, cinco ou dez dias por mês? Ou seria vantagem receber no fim do mês menos de um salário mínimo (R$ 937) e ainda não ter direito ao seguro-desemprego, férias nem 13º salário?

É o fim do salário mínimo (SM). Agora você pode receber R$ 400 ou R$ 150 por mês de salário. Não tem mais piso. Pode ser até zero. E se quiser ser segurado ao INSS tem de pagar a diferença entre o que você recebeu e o valor do SM à Previdência.

Quando Lula valorizou o SM – que teve aumento real de 77% entre 2002 e 2016 – pensou em dar essa garantia aos trabalhados, independentemente das crises econômicas. Lula não apenas valorizou o trabalhador e garantiu melhorias nas condições de educação, saúde e consumo da população mais pobre, ele alterou o mercado de trabalho e resgatou milhões de pessoas da pobreza.

É isso mesmo, antes, o SM era tão baixo que milhares de trabalhadores estavam na linha da pobreza.

Mas, Temer não está nem aí para isso. Ele tem de fazer o que os empresários mandam porque foi para isso que os empresários financiaram o golpe.

Para esses caras, você que se dane se não recebeu sequer um salário mínimo no fim do mês e não tem como completar a diferença que falta para contribuir com o INSS. Eles se limitaram a mandar a Receita Federal regulamentar o pagamento da diferença, como se dinheiro nascesse em árvores e bastasse o trabalhador ir na árvore para pegar a diferença.

Pense em um trabalhador que ganhou em um mês apenas R$ 400 para se sustentar, sustentar a família, com o gás e a luz muito mais caros e ainda ter de separar 8% deste total para contribuir com o INSS. Ele nunca vai conseguir.

A gente sabe que é impossível. É disso que estou falando quando digo que Temer acabou com a CLT e quer acabar com a sua, a minha, a nossa aposentadoria.

Por isso, mais uma vez convido todos para participarem no dia 5 de dezembro da Greve Nacional Contra a Reforma da Previdência e em Defesa Dos Direitos. Lute, participe, cruze os braços, faça a sua parte para defender o seu futuro e o de sua família.

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por vagnerfreitascut

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