Desemprego cai puxado, para baixo, pela informalidade, precarização, baixos salários e redução de direitos

2018 termina com 27 milhões de trabalhadores
“subutilizados” no mercado de trabalho e
mais de 12 milhões de desempregos, segundo IBGE

 

*Por Vagner Freitas

Em dois anos, a gravíssima recessão colocou quase 7 milhões de trabalhadoras e trabalhadores brasileiros no desemprego. Depois de chegar a 6,5%, em 2014, um dos menores patamares da série histórica da PNAD-IBGE, a taxa de desemprego saltou vertiginosamente para 13,7%, (março-2017) em dois anos, levando ao desespero 13,8 milhões de brasileiros e brasileiras.

Nesse período, o emprego protegido com carteira assinada despencou com a eliminação de 3,9 milhões de postos de trabalho. De outro lado, o emprego desprotegido, sem carteira, subiu como surgimento de novos 2 milhões de postos e o número de trabalhadores por conta própria, os chamados autônomos, aumentou em mais de 3 milhões. Hoje, às vésperas de acabar o ano de 2018, 27 milhões de pessoas são consideradas pelo IBGE como “subutilizadas no mercado de trabalho” brasileiro, grande parte desempregada e desalentada.

Nas famílias dos trabalhadores brasileiros, o desemprego dificulta e impede o sustento do orçamento doméstico. O desespero chega e atinge muitos. A pressão por qualquer alternativa de renda submete principalmente jovens e mulheres a aceitar trabalhos precários e com baixíssimos salários. Ansiedade, angústia, depressão e isolamento fazem parte do cotidiano de milhões de pessoas nessa situação.

O desemprego caiu de 13,7% para 11,6%,
segundo dados do IBGE desta sexta-feira (28/12),
mas por força de postos de trabalho informais,
com baixos salários e sem perspectivas

O governo do ilegítimo Temer, que chega ao fim nesta segunda-feira (31) desmontou, vendeu e entregou, principalmente aos estrangeiros, muitos dos instrumentos que o Estado possui para mobilizar o crescimento econômico. O País está travado, a economia anda de lado e os resultados são sentidos pelos trabalhadores no seu dia a dia.

Uma economia anêmica, sem vigor, entrega para seu povo trabalhador a precarização dos postos de trabalho, a insegurança no cotidiano e a fragilidade na proteção social. Os cortes orçamentários são sentidos na saúde, educação e segurança pública.

As mudanças na legislação trabalhista (2017) foram impostas pelo governo e Congresso Nacional com o alarde de gerar empregos. Estão aí! O desemprego caiu de 13,7% para 11,6%, segundo dados do IBGE desta sexta-feira (28/12), mas por força de postos de trabalho informais, com baixos salários e sem perspectivas de melhora. As mudanças vieram para tirar ainda mais direitos e são pioradas pela altíssima rotatividade.

O horror trabalhista só não é maior porque os tra

balhadores e seus sindicatos resistem e lutam e, assim, seguirão em 2019

O Brasil vem entregando sua soberania. Os resultados estão aí, visíveis e sensíveis, no mundo do trabalho e na vida de milhões de brasileiros e brasileiras. Mudar o rumo das coisas será uma tarefa de luta contínua, para a qual a CUT e seus sindicatos se mobilizarão em 2019!

 

Vagner Freitas, presidente nacional da CUT

29 de janeiro de 2018

Anúncios
por vagnerfreitascut

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s