Países latinos são (maus) exemplos de que o sistema de capitalização não funciona, reduz o valor da aposentadoria tem alcance menor e compromete o futuro dos trabalhadores e trabalhadores, mas o ministro-guru Paulo Guedes só pensa nisso
Chile, Colômbia, México e Peru são países latinos que, nos anos 1980 e 1990, trocaram o sistema público de Previdência por modelos parcial ou totalmente privatizados e, com isso levaram a aposentadoria para o regime de capitalização.
Não deu certo.
A privatização da Previdência foi um erro, como admitem governantes desses países, em especial o Chile, o que os obriga a revisar e, em muitos casos, mudar a legislação previdenciária. E isso há anos.
Por que? Os motivos negativos são muitos, mas dois refletem bem o erro de “privatizar” a Previdência: o valor recebido pelos aposentados é muito baixo e o alcance do sistema bastante restrito, o que deixaria grande parte da população sem aposentadoria no futuro.
É isso que o governo Bolsonaro, via seu “guru” da economia Paulo Guedes, quer fazer com a aposentadoria dos brasileiros e brasileiras: privatizar, ou seja, cada um paga a sua hoje e o futuro a ninguém pertence.
Infelizmente, o estrago da ainda nebulosa proposta da reforma da Previdência de Bolsonaro pode ser ainda maior que o causado pelas mudanças adotadas, e já reprovadas, por nossos vizinhos. Além disso, Previdência Social não se resume ao sistema aposentadoria.
Diante de fatos e exemplos ignorados pelo governo, a nossa luta aumenta a cada dia e tem de ecoar em todo o Brasil em 20 de fevereiro, Dia Nacional de Mobilização contra a reforma da Previdência e da Assembleia Nacional da Classe Trabalhadora
Reforma da Previdência, essa não!
Vagner Freitas, bancário, presidente nacional da CUT
