Governo Bolsonaro quer impor ao Brasil uma reforma da Previdência que não deu certo em nenhum país onde foi adotada

Países latinos são (maus) exemplos de que o sistema de capitalização não funciona, reduz o valor da aposentadoria tem alcance menor e compromete o futuro dos trabalhadores e trabalhadores, mas o ministro-guru Paulo Guedes só pensa nisso

 

Chile, Colômbia, México e Peru são países latinos que, nos anos 1980 e 1990, trocaram o sistema público de Previdência por modelos parcial ou totalmente privatizados e, com isso levaram a aposentadoria para o regime de capitalização.

Não deu certo.

A privatização da Previdência foi um erro, como admitem governantes desses países, em especial o Chile, o que os obriga a  revisar e, em muitos casos, mudar a legislação previdenciária. E isso há anos.

Por que? Os motivos negativos são muitos, mas dois refletem bem o erro de “privatizar” a Previdência: o valor recebido pelos aposentados é muito baixo e o alcance do sistema bastante restrito, o que deixaria grande parte da população sem aposentadoria no futuro.

É isso que o governo Bolsonaro, via seu “guru” da economia Paulo Guedes, quer fazer com a aposentadoria dos brasileiros e brasileiras: privatizar, ou seja, cada um paga a sua hoje e o futuro a ninguém pertence.

Infelizmente, o estrago da ainda nebulosa proposta da reforma da Previdência de Bolsonaro pode ser ainda maior que o causado pelas mudanças adotadas, e já reprovadas, por nossos vizinhos. Além disso, Previdência Social não se resume ao sistema aposentadoria.

Diante de fatos e exemplos ignorados pelo governo, a nossa luta aumenta a cada dia e tem de ecoar em todo o Brasil em 20 de fevereiro, Dia Nacional de Mobilização contra a reforma da Previdência e da Assembleia Nacional da Classe Trabalhadora

Reforma da Previdência, essa não!

Vagner Freitas, bancário, presidente nacional da CUT

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“Brasil se aproxima da primeira década perdida do século”

A ser mantido o prognóstico neoliberal de saída da crise na qual a economia se encontra desde 2015, o Brasil poderá chegar a 2020 inaugurando a primeira década perdida do século. Se considerar a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) de 2018 de 1,4%, conclui-se que os primeiros oitos anos da década produziram variação média anual de ridículos 0,5% ao ano.

A última vez que o país registrou uma década definida como perdida foi nos anos 1980, cuja variação média anual do PIB foi de 1,6% (3,2 vezes maior que os oito primeiros anos da década de 2010). Nos anos 1980, o fim do regime político autoritário deixou como herança uma economia endividada e prisioneira do Fundo Monetário Internacional, contaminada por desconcertante inflação e desorganizadas contas públicas, além de generalizada pobreza e profunda desigualdade social.

Nos dias de hoje, todavia, predomina no governo o diagnóstico de que o país não consegue crescer porque o Estado se tornou obstáculo devido ao “gigantismo dos gastos que sufocam o setor privado e o impedem de fazer com que a economia volte rapidamente a se expandir”.

Nesse sentido, a superação da crise depende da continuidade aprofundada do atual curso do receituário neoliberal, único capaz de impor o brutal apequenamento estatal que libere os capitalistas para tomarem as rédeas do crescimento econômico.

Ainda que dominante, o prognóstico neoliberal encontra-se equivocado. A começar pela falsa afirmação de que o entrave está no Estado quando, na realidade, a tutela pública é parte fundamental da solução para a crise atual.

O apregoado argumento na desorganização das finanças públicas não resiste à análise da evolução das informações oficiais, uma vez que a piora nas contas governamentais não provém do abuso de gastos. Pelo contrário, deriva de significativa redução na arrecadação tributária, gerada por desaceleração e recessão da economia, desindustrialização, desonerações fiscais excessivas e outras razões.

Enquanto no período de 2007 a 2010, por exemplo, a despesa e a receita primárias cresceram relativamente parelhas (9,8% e 9,5% como média anual, respectivamente), percebe-se que no momento seguinte (2011 a 2014), a arrecadação desabou para variação média anual de 0,2% frente à desaceleração importante dos gastos de 3,5%.

Com a recessão econômica de 2015 e 2016, as receitas decresceram em -0,7% como média anual e as despesas foram concomitantemente contraídas para variação média anual de 0,6%, o que significa estabilização do gasto público, não o seu crescimento abusivo como equivocadamente tratado pelos neoliberais.

Isso, por si só, ajudaria a entender como ocorreu o agravamento do déficit primário nas contas públicas. Quanto mais cortar as despesas públicas, que influenciam a dinâmica da economia, mais difícil o país retomar o crescimento e, com isso, o obstáculo na expansão consistente das receitas governamentais.

Ademais, a trajetória de ascensão no déficit nominal do setor público encontra-se diretamente associada ao aumento da gastança, sem limites, com os juros da dívida, sempre estimulada por juros elevadíssimos pagos pelo próprio governo. O desvio dessa constatação favorece o caminho mais simples para iludir a população, prosseguindo a consolidação neoliberal da primeira década perdida do século 21.

Da mesma forma que porta-vozes do receituário neoliberal insistem em depositar nas despesas de pessoal do Governo Central a pecha de fora do controle. Ao contrário, o que se verifica no acompanhamento do total do gasto público com pessoal ativo e inativo era que para o ano de 2017, equivalia a 4,3% do PIB, enquanto em 2002, representava 4,8% do PIB.

Se considerar para o mesmo período de tempo, a evolução das despesas públicas com pessoal e juros encontra-se o principal vilão do déficit nominal. No ano de 2017, por exemplo, o pagamento com juros da dívida pública pelo governo federal foi 5,2% do PIB, ao passo que em 2002 era de 2,8% do PIB.

Resumidamente, a despesa pública com juros em 2017 foi 21% superior ao conjunto de gastos com pessoal no governo federal, enquanto em 2002, os juros da dívida pública equivaliam a 58,3% do que o governo federal comprometia com o pagamento das despesas de pessoal ativo e inativo.

Sem que o país inverta as prioridades impostas pelo neoliberalismo, o retorno do crescimento econômico dificilmente ocorrerá, o que levará a consolidar a previsão da primeira década perdida do século 21.

Por conta disso que o centro da agenda governamental deveria estar relacionado à expansão sustentada da economia nacional, com imediata implantação de plano emergencial permitindo à conta pública voltar a se acomodar, com pequenos ajustes.

Escrito por Marcio Pochmann,  professor do Instituto de Economia e pesquisador do Centro de Estudos Sindicais e de Economia do Trabalho, ambos da Universidade Estadual de Campinas, publicado originalmente em 31 de janeiro de 2019

Marcio Pochmann

por vagnerfreitascut

20 de fevereiro tem plenária das Centrais. Até lá trabalhador(a), é você mobilizado e agindo no seu sindicato para que a luta seja construída a partir da base

 

A CUT e demais centrais sindicais – Força Sindical, CTB, UGT, Intersindical, Nova Central, CGTB, Conlutas e CSB – definiram, nesta terça-feira (15), pela realização de uma plenária nacional em defesa da aposentadoria e da Previdência no dia 20 de fevereiro, quando será deliberado um plano de lutas unitário.

Até lá, deve ser realizada uma agenda de mobilização nas bases, com assembleias nas categorias e plenárias estaduais, para organizar a resistência da classe trabalhadora contra a proposta de reforma da Previdência do governo de Jair Bolsonaro (PSL/RJ ).

Para o presidente da CUT, Vagner Freitas, as propostas sinalizadas pela equipe econômica do governo, como o aumento da idade mínima e a capitalização da Previdência, praticamente acabam com o direito à aposentadoria de milhões de brasileiros e brasileiras.

“E isso nós não podemos permitir. Vamos construir a resistência, organizar os trabalhadores e dialogar com a sociedade sobre os riscos das propostas sinalizadas pelo governo”, diz Vagner.

A resistência, segundo o presidente da CUT, deve ser construída a partir da base e os sindicatos têm o papel central na construção desse processo.

“Os sindicatos devem construir essa resistência e foi isso que debatemos hoje. Agora, os sindicatos devem ir para as bases, marcar as assembleias, construir a organização da luta. E as demandas e as deliberações dos trabalhadores serão a base do que iremos definir no dia 20”.

A batalha contra a reforma da Previdência, na avaliação do presidente da CUT, é o que definirá como será a luta de resistência da classe trabalhadora no atual governo.

“Por isso, é importante dialogar também com todos os setores da sociedade. E as mobilizações do dia 8 de março, Dia Internacional das Mulher, e do 1º de maio, Dia do Trabalhador, são fundamentais para estabelecer esse diálogo”.

Capitalização é tragédia para os trabalhadores

Na reunião com as demais centrais, o secretário-geral da CUT, Sérgio Nobre, rechaçou a proposta de regime de capitalização da Previdência, que Bolsonaro quer adotar no Brasil para, segundo ele, resolver o rombo nas contas públicas.

“O mesmo modelo foi adotado no Chile na década de 1980 e hoje, quase 40 depois, o resultado foi o empobrecimento e a miséria dos idosos chilenos”, diz Sérgio.

Aproximadamente 91% dos aposentados recebem benefícios de cerca de meio salário mínimo do país, o equivalente a, em média, R$ 694 – o piso nacional do Chile é de 288 pesos, ou R$ 1.575,66.

No modelo de capitalização, cada trabalhador ou trabalhadora faz a própria poupança, que é depositada em uma conta individual nas Administradoras de Fundos de Pensão (AFPs), que podem investir no mercado financeiro.

Na prática, avalia o secretário-geral da CUT, isso significa que o valor da aposentadoria de um trabalhador depende do rendimento que a conta individual dele tiver, sem contribuição dos empresários e do governo.

“No final, a experiência mostra que o valor dos benefícios são rebaixados. Essa proposta de capitalização é uma tragédia para a classe trabalhadora brasileira”, conclui Sérgio. (Texto originalmente publicado no site da CUT, escrito por Tatiana Melim)

https://www.cut.org.br/noticias/cut-e-demais-centrais-preparam-resistencia-contra-a-reforma-da-previdencia-3cd4

 

 

por vagnerfreitascut

2019 será de luta

O ano começa quente! O calor do verão e a temporada de férias trazem para muitos o merecido descanso. Com todas as dificuldades desejamos um 2019 de alegria e paz.

O ano começa quente também na política. A posse dos novos governadores e do presidente da República abre o mandato do Poder Executivo e, nas próximas semanas, o mesmo ocorrerá nos Legislativos dos Estados e no Congresso Nacional.

No âmbito federal, o governo do presidente eleito começa a dar demonstrações do que pretende e o mesmo ocorre nos estados. Esses primeiros dias confirmam as previsões: clima quente o ano todo na vida política, no debate público e, sobretudo, o aprofundamento da ofensiva contra os direitos dos trabalhadores e das  trabalhadoras e das políticas públicas de inclusão social.

A tarefa primeira e permanente será a defesa da democracia, das instituições e, especialmente, a defesa da Constituição e da liberdade do ex-presidente Lula. Não nos iludamos será uma tarefa dificílima. A liberdade é condição para a democracia e, juntas, são requisitos indispensáveis para enfrentar e superar as injustas desigualdades econômicas e sociais existentes no Brasil.

Os trabalhadores serão desafiados a compreender o que estará acontecendo para poder, primeiro, resistir. Mas o entendimento da situação deve conduzir às disputas de cada uma das questões postas para o debate.

As previsões indicam que a vida não será fácil para a classe trabalhadora: ataques à seguridade e previdência social, aos direitos trabalhistas, à saúde e educação públicas, à geração de emprego decente, salários dignos, privatizações indiscriminadas, as políticas de apoio e fortalecimento da agricultura familiar e reforma agrária, o aumento do custo de vida são algumas das questões que estarão na pauta de forma intensa.

A resistência exigirá intervenções propositivas e mobilizadoras, afirmando o sentido do que queremos, como o direito a emprego de qualidade, salário justo, proteção trabalhista e social, bem estar, qualidade de vida, defesa do patrimônio público, entre tantas outras.

Não será um ano fácil. Será longo e quente!

A CUT estará, como sempre esteve, conduzindo sua ação de organização sindical e de mobilização das lutas dos trabalhadores. Lutaremos no campo que for necessário, no espaço público dos poderes constituídos, mas também nas ruas, nos locais de trabalho e nas comunidades, com a determinação de fortalecimento da organização de base, representativa e renovada.

A CUT manterá uma atuação institucional de representação dos trabalhadores em todos os espaços da vida publica e política do País.

A CUT investirá no fortalecimento da unidade dos trabalhadores, na unidade de ação do movimento sindical, juntamente com as Frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo.

A CUT será a voz dos trabalhadores para seus problemas e, principalmente, para anunciar seus sonhos.

A CUT tem e terá propostas para o debate e para a mobilização da classe em defesa e ampliação dos nossos direitos.

A CUT olha para a frente, porque luta.

A CUT luta porque é da classe trabalhadora.

Vagner Freitas

por vagnerfreitascut

Retrocessos marcam primeiros dias de “tragédia anunciada”

Ao transferir as atribuições do registro sindical para o Ministério da Justiça e Segurança Pública, pasta criada  para o ex-juiz Sérgio Moro, os trabalhadores e trabalhadoras brasileiros enfrentam mais um retrocesso, que remonta os anos 1930. Com essa medida já oficializada, o País volta ao passado, ao período anterior à promulgação da CLT, em 1931, quando as questões sociais e trabalhistas eram tratadas pelo governo federal como “caso” de polícia e não como um direito da classe trabalhadora de se organizar livre e democraticamente.

É um retrocesso que vem na esteira da absurda e desrespeitosa extinção do Ministério do Trabalho. O fim da pasta impõe aos trabalhadores(as) a perda de um instrumento histórico de interlocução e de debate de políticas públicas dentro do Executivo Federal.

Os pronunciamentos à mídia do presidente recém-empossado apontam para mais retrocessos, como a extinção da Justiça do Trabalho (não explicada nem detalhada), porque Bolsonaro diz achar que “no Brasil há excesso de proteção ao trabalhador e que o trabalhador” e “a mão de obra no Brasil é muito cara” e que isso deve ser mudado por prejudicar o empregador”. 

Mas se os trabalhadores e as trabalhadoras não estão na agenda do novo ocupante do Palácio do Planalto, saibam que a classe trabalhadora é a nossa agenda, a nossa pauta, a nossa luta permanente, histórica e diária.

Vagner Freitas, presidente nacional da CUT

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Desemprego cai puxado, para baixo, pela informalidade, precarização, baixos salários e redução de direitos

2018 termina com 27 milhões de trabalhadores
“subutilizados” no mercado de trabalho e
mais de 12 milhões de desempregos, segundo IBGE

 

*Por Vagner Freitas

Em dois anos, a gravíssima recessão colocou quase 7 milhões de trabalhadoras e trabalhadores brasileiros no desemprego. Depois de chegar a 6,5%, em 2014, um dos menores patamares da série histórica da PNAD-IBGE, a taxa de desemprego saltou vertiginosamente para 13,7%, (março-2017) em dois anos, levando ao desespero 13,8 milhões de brasileiros e brasileiras.

Nesse período, o emprego protegido com carteira assinada despencou com a eliminação de 3,9 milhões de postos de trabalho. De outro lado, o emprego desprotegido, sem carteira, subiu como surgimento de novos 2 milhões de postos e o número de trabalhadores por conta própria, os chamados autônomos, aumentou em mais de 3 milhões. Hoje, às vésperas de acabar o ano de 2018, 27 milhões de pessoas são consideradas pelo IBGE como “subutilizadas no mercado de trabalho” brasileiro, grande parte desempregada e desalentada.

Nas famílias dos trabalhadores brasileiros, o desemprego dificulta e impede o sustento do orçamento doméstico. O desespero chega e atinge muitos. A pressão por qualquer alternativa de renda submete principalmente jovens e mulheres a aceitar trabalhos precários e com baixíssimos salários. Ansiedade, angústia, depressão e isolamento fazem parte do cotidiano de milhões de pessoas nessa situação.

O desemprego caiu de 13,7% para 11,6%,
segundo dados do IBGE desta sexta-feira (28/12),
mas por força de postos de trabalho informais,
com baixos salários e sem perspectivas

O governo do ilegítimo Temer, que chega ao fim nesta segunda-feira (31) desmontou, vendeu e entregou, principalmente aos estrangeiros, muitos dos instrumentos que o Estado possui para mobilizar o crescimento econômico. O País está travado, a economia anda de lado e os resultados são sentidos pelos trabalhadores no seu dia a dia.

Uma economia anêmica, sem vigor, entrega para seu povo trabalhador a precarização dos postos de trabalho, a insegurança no cotidiano e a fragilidade na proteção social. Os cortes orçamentários são sentidos na saúde, educação e segurança pública.

As mudanças na legislação trabalhista (2017) foram impostas pelo governo e Congresso Nacional com o alarde de gerar empregos. Estão aí! O desemprego caiu de 13,7% para 11,6%, segundo dados do IBGE desta sexta-feira (28/12), mas por força de postos de trabalho informais, com baixos salários e sem perspectivas de melhora. As mudanças vieram para tirar ainda mais direitos e são pioradas pela altíssima rotatividade.

O horror trabalhista só não é maior porque os tra

balhadores e seus sindicatos resistem e lutam e, assim, seguirão em 2019

O Brasil vem entregando sua soberania. Os resultados estão aí, visíveis e sensíveis, no mundo do trabalho e na vida de milhões de brasileiros e brasileiras. Mudar o rumo das coisas será uma tarefa de luta contínua, para a qual a CUT e seus sindicatos se mobilizarão em 2019!

 

Vagner Freitas, presidente nacional da CUT

29 de janeiro de 2018

por vagnerfreitascut

Mensagem de fim de ano do presidente da CUT, Vagner Freitas

“Que no ano de 2019 tenhamos mais vitórias, mais conquistas e mais solidariedade”

 

Companheiras e companheiros,

A CUT foi criada para defender os interesses da classe trabalhadora no campo e nas cidades. Estamos cumprindo esta missão desde a fundação da nossa Central, em 1983.

A gestão atual viveu um dos maiores desafios da história do Brasil: lutar contra mais um golpe civil-jurídico-midiático que destituiu da presidência a primeira mulher eleita para o cargo e vem implantando um regime econômico neoliberal que destrói os direitos e conquistas da classe trabalhadora, como acabar com mecanismos de liberdade e organização e de manifestação.

A passos rápidos, os golpistas do governo ilegítimo de Temer, e os do futuro governo de extrema direita, tentam destruir o movimento sindical, matam e prendem lideranças trabalhadores rurais e encarceram dirigentes partidários, entre eles LULA, nosso principal líder nacional.

Os militantes, os dirigentes e os funcionários da CUT doaram parte importante da sua vida à luta em defesa da classe trabalhadora e das liberdades democráticas. Sofremos derrotas e obtivemos vitórias.

Estamos acabando o ano de 2018. Lembramos que a luta é para valorizar a vida, a consciência de classe e melhoria da qualidade de vida para todos. A solidariedade internacional está sendo muito importante.

Eu, em nome de todos os dirigentes da CUT, quero agradecer do fundo do coração a nossa unidade e a dedicação de todos.

Que neste Natal a gente tenha renascido nesta festa cristã, e que no ano de 2019 tenhamos mais vitórias, mais conquistas  e mais solidariedade.

Nossos agradecimentos também a todos os militantes dos movimentos sociais e aos democratas em geral. Liberdade para Lula e todos os presos políticos no Brasil.

Feliz Natal e próspero Ano Novo,

Vagner Freitas,

Presidente Nacional da CUT.

por vagnerfreitascut

O TRABALHADOR NÃO ESTÁ NA AGENDA DE BOLSONARO

Na tarde desta segunda-feira (3) concedi entrevista ao vivo ao canal TV 247, da Brasil 247

“Você, trabalhador e trabalhadora que votou em Bolsonaro, lamentavelmente está fora da agenda Bolsonaro de governo. Inclusive a partir do momento em que você nem o espaço do Ministério do Trabalho tem, como não tem mais ministérios das Mulheres, da Igualdade Racial. São assuntos que não estão no centro da política do Bolsonaro”

https://www.brasil247.com/pt/247/brasil/376726/O-trabalhador-n%C3%A3o-est%C3%A1-na-agenda-de-Bolsonaro-diz-presidente-da-CUT.htm

por vagnerfreitascut

Bolsonaro desconhece necessidade do povo brasileiro, afirma médica

Em entrevista à Agência Internacional de Notícias Prensa Latina publicada nesta quinta-feira (29/11), médica cubana que atuou no Brasil critica o presidente eleito e seu total desconhecimento sobre o programa e as necessidades dos brasileiros
Vi muitas doenças que desapareceram de Cuba há mais de 50 anos; o povo brasileiro está muito precisado; vi pessoas vivendo na rua, pacientes que nunca tiveram um par de sapatos; é incrível como um país com tantos recursos tenha tanta pobreza
A médica Ileana Calderón considerou hoje que os questionamentos do presidente eleito do Brasil, Jair Bolsonaro, sobre os médicos cubanos evidencian desinteresse pelas necessidades do povo brasileiro e desconhecimento sobre a capacidade dos profissionais de Cuba.
‘É uma total falta de respeito, suas críticas carecem de coerência e são infundadas, assegurou a Prensa Latina a doutora oriunda de Santiago de Cuba, que regressou nesta quinta-feira no décimo grupo de colaboradores que prestavam serviços no Brasil.

Afirmou que as declarações de Bolsonaro se contradizem com os critérios dos milhões de pacientes atendidos pelo pessoal médico cubano, e das autoridades de territórios e municípios que exaltaram o trabalho dos profissionais da maior das Antilhas.

Por esse motivo, e pela intenção de Bolsonaro de atacar à saúde pública cubana respaldo a decisão de meu país de não continuar no programa criado em 2013 pela então presidenta brasileira, Dilma Rouseff, ratificou.

De igual modo, reiterou que o mandatário brasileiro não só condicionou a permanência dos médicos cubanos ao Reválida do título e à contratação individual como única via, mas questionou de maneira depreciativa a sua preparação.

Calderón argumentou que durante todos seus anos como parlamentar o agora presidente eleito nunca propôs um projeto para beneficiar seu povo.

Por outra parte, relembrou as mostras de carinho e amor que recebeu na comunidade e centro de saúde onde trabalhava, ao se conhecer sua partida para Cuba.

‘O que sinto é uma mistura de dor e de felicidade; porque muitas pessoas choraram e me pediram que não me fosse; mas ao mesmo tempo regresso a casa, com minha família, meu esposo e filhos.’, acrescentou.

Em seus três anos de serviço no Brasil enfrentou experiências que nunca tinha experimentado em 30 anos de prática profissional 

‘Vi muitas doenças que desapareceram de Cuba há mais de 50 anos; o povo brasileiro está muito precisado; vi pessoas vivendo na rua, pacientes que nunca tiveram um par de sapatos; é incrível como um país com tantos recursos tenha tanta pobreza’, dimensionou.

Referiu que outras problemáticas como os altos índices de drogados, a proliferação do uso de armas de fogo, inclusive pelos meninos, e o alto índice de analfabetismo no país sul americano foram negativas experiências que contrastam com a realidade de sua terra natal.

Portanto, reflexionou que Bolsonaro não trabalha em função dos brasileiros.

Com a chegada nesta quinta-feira de 167 doutores cubanos provenientes do Brasil já são mais de dois mil os colaboradores que regressaram à ilha, dos oito mil e 300 que participavam no programa Mais Médicos no momento da decisão de Cuba de não continuar participando na iniciativa criada por Rousseff.

por vagnerfreitascut

Lula é a luz dos nossos corações, é o nosso comandante, nosso líder

 Íntegra do vídeo de balanço do dia de hoje no ato em solidariedade e apoio ao ex-presidente Lula, que prestou depoimento à Justiça Federal em mais um processo sem crime nem provas, na esteira da perseguição que levou Lula a prisão, apesar de inocente e o maior e melhor presidente deste País

Apuração e vídeo: Renata Ortega
Foto: Lula Marques
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Portal da CUT e redes da : http://www.cut.org.br

“Estamos aqui acabando atividade extraordinária que tivemos hoje (14/10), em Curitiba. O Lula não devia estar aqui prestando depoimento, nem coisa nenhuma, mas viemos prestar nossa solidariedade ao ele.  

O presidente Lula mais uma vez foi brilhante no depoimento.  A primeira pergunta que ele fez para à juiz substituta do Moro foi:

“Por que estou aqui? Me descreva quais foram os crimes que eu cometi, me fala quais as leis que eu infringi e quais as provas que tem que eu cometi algum equívoco. Eu só quero isso”.

Os Motivos de ele estar preso todos nós sabemos. Lula está preso porque ele ia ganhar a eleição no primeiro turno. Lula está preso porque ele representa o povo brasileiro, porque defendeu os direitos dos trabalhadores,  porque ele é a maior liderança deste País.

Nós é que estamos presos lá não e não ele . E nós só vamos sair daqui o dia em que o Lula sair da cadeia. Para os trabalhadores e trabalhadoras, tão importante quanto defender seu salário, seu emprego, a previdência social que está em risco com esse presidente que foi eleito. É defender Lula livre.

É defender lula livre porque Lula livre é a expressão da nossa força, é a garantia dos nossos direitos. Vamos garantir nossos direitos se Lula estiver livre junto com a gente, para estar capitaneando nosso povo na rua.

É por isso que lula tem que ser solto, não é só porque ele é inocente, mas porque ele é comandante da nossa tropa, ele é luz nos nossos corações; ele consegue movimentar o Brasil inteiro contra o que está sendo feito à classe trabalhadora.

Lula livre é essencial para a CUT, para o MST (hum!!!). Tudo que fizermos daqui para frente terá Lula livre. Faz uma assembleia leva a bandeira Lula livre, faz uma ação em qualquer lugar, Lula Livre. Vamos fazer comitês  Lula livre em todas as fábricas, escolas, comunidades do Brasil.

Lula livre é uma questão de sobrevivência para a classe trabalhadora. Por isso, estamos aqui. Encerramos o dia de hoje vitoriosos. Podemos ter perdido batalhas com a prisão de Lula e a vitória do Bolsonaro, mas não perdemos a guerra. E no final a vitória será da classe trabalhadora”. (Vagner Freitas, transcrição do vídeo, íntegra)

por vagnerfreitascut